segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Cantinho

Não faz muito tempo que eu me vi de novo com borboletas no estômago. A sensação que eu mais evitei durante anos simplesmente apareceu na minha frente, de supetão, sem avisar, já tirando meu chão. Logo cedi.
Foi em um cantinho da memória, cantinho da minha história que tudo aconteceu. Vou descrever pra você:
Os assuntos se desenrolavam dia e noite. Sobre tudo. Ambos mostrando quem eram e o outro sempre se impressionando. Jogavam indiretas e diretas, mas quando se viam, bastava um olhar pra encabular e a fala travar. Um foi tentar ver um filme, o outro falou que o esperasse. Este que fora, deixou a sessão passar pra desfrutar do momento com o que vinha. Mais vergonha. E, em meio a um frapuccino e uma barba com sanduíches surgiram sorrisos. Decidiram ir embora, um acompanhou o outro, em passos combinados, conversando. E, em meio a uma piadinha, o que viera presenteou o que esperou com um beijo.
A gente ri só de lembrar, pois o olhar que foi desenvolvido naquela semana durou, dura e durará... a sensação de borboletas surge sempre que um aparece e viver nesse caos tem sido meu refúgiozinho. E foi nesse cantinho de memória que tudo começou a se consolidar. Lá.
Arrepios, barba, mão na cintura, abraço, braço, sorriso, beijo.

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